
Um dos principais responsáveis por este crescimento é, com certeza, o Ubuntu. A distribuição baseada em Debian e mantida pela Canonical – com o apoio e colaboração de desenvolvedores do mundo todo – está cada vez mais familiar e acessível ao não programador, e mostra-se uma alternativa viável para quem atende a algum dos pressupostos do primeiro parágrafo.
Entretanto, as grandes dúvidas do usuário que quer conhecer o Linux são: será este um caminho sem volta? Depois de instalar o Linux, é possível voltar para o Windows?

Depois, se você aprovar o Ubuntu, instalar o sistema operacional é igualmente fácil, e não significa abandonar completamente o Windows, caso você não queira. Tudo o que você precisa – tanto para o teste quanto para uma eventual instalação do sistema – é um pendrive de pelo menos 2 GB e o Universal USB Installer.
Preparando o Linux no pendrive
Quando se fala em netbook, a primeira questão sobre como instalar um programa é a ausência de drive ótico nesses pequenos computadores. CDs e DVDs de instalação, portanto, só podem ser instalados a partir de um drive externo. Porém, as várias distribuições Linux contam com uma ferramenta alternativa muito interessante: o Live USB.
É para a criação deste pendrive com o Ubuntu que o Universal USB Installer serve. O programa facilita a vida de quem quer instalar várias das distribuições Linux mais conhecidas – e algumas quase desconhecidas – ao oferecer o link de download oficial de cada uma.
Primeiro passo: escolhendo a distribuição
Neste guia, usaremos o Ubuntu Netbook 10.10, por ser uma das distribuições mais recentes de todos os sistemas Linux, e também por sua interface agradável e de fácil utilização, adaptada às telas pequenas.
Segundo passo: preparando o Live USB
Depois que o download da imagem ISO do Ubuntu Netbook 10.10 for concluído, o caminho para este arquivo é automaticamente preenchido no Universal USB Installer. Agora, é a hora de escolher o pendrive em que o Linux será instalado.
Essa formatação apaga todos os dados previamente existentes no pendrive, então faça um backup do conteúdo da memória flash antes de criar o Live USB.
Terceiro passo: persistência
Uma das características mais válidas do Live USB é que é possível instalar o sistema operacional no pendrive e guardar alterações feitas ali mesmo, para a próxima utilização do Linux. Com isso, programas instalados, configurações de rede e uma série de outras mudanças são guardadas junto ao sistema operacional portátil.
“No persistance”, ou não persistência, impede que alterações, instalações e outras mudanças sejam guardadas no pendrive depois de cada utilização. Todas as outras opções são marcadas com uma quantidade de GB disponíveis para guardar essas informações. Tenha certeza de que o seu pendrive tem espaço suficiente para a opção que você escolher.
Quarto passo: boot pelo USB
Depois de alguns instantes, dependendo do tamanho do pendrive, se ele foi ou não formatado, e do espaço reservado à persistência, o Universal USB Installer anuncia que o disco está pronto.Seu pendrive já pode ser considerado um sistema operacional e, portanto, já pode ser testado. Para isso, você deverá reiniciar seu computador mantendo o pendrive conectado.
Assim que o computador reinicia – antes mesmo da tela do Windows aparecer – você precisa acessar a BIOS do seu sistema. Dependendo do fabricante, o acesso pode ser obtido através do ESC, F2, F12 ou qualquer outra tecla. O alerta para a BIOS é encontrado normalmente na parte inferior da tela de inicialização do computador.

Fonte da imagem: Oracle
Uma vez dentro da BIOS, use as setas do teclado para navegar até o menu “Boot”. Uma lista – geralmente com seis entradas – é exibida mostrando o controlador do HD do computador, o drive ótico, as portas USB e, na maioria dos casos, um agente de boot pela rede.Com as setas, selecione a opção USB preenchida com o nome do seu pendrive e, seguindo as instruções da BIOS, normalmente encontradas na parte inferior da tela, leve a entrada relativa à USB para o topo da lista de boot. Salve as alterações e saia da BIOS, e seu computador será reiniciado automaticamente.
Quinto passo: Usando o Ubuntu Netbook 10.10

Para experimentar o Linux sem alterar nada no seu computador, selecione a opção de testes. Se você optou por utilizar persistência quando criou o Live USB, é possível instalar outros aplicativos e alterar configurações – como a conexão a redes Wi-Fi, por exemplo – sem perder esta informação ao remover o Live USB do computador.

Sexto passo: Instalando o Linux
Depois de testar o Ubuntu Netbook, você pode instalá-lo definitivamente em seu computador sem comprometer a instalação do Windows que já existe.Existem duas maneiras de fazer isso: a primeira forma de instalar o Ubuntu Netbook é a partir do aplicativo interno, que você encontra no topo do painel, à esquerda da tela. O instalador do Ubuntu será aberto vai orientar o usuário durante o processo.

Em ambos os casos, deve-se tomar cuidado na hora de escolher o local da instalação para não formatar sem saber o HD inteiro.
Independente da maneira usada para instalar o Ubuntu Netbook, sempre que você inicializar seu computador você poderá optar entre acessar o Windows ou o Linux. Por padrão, o Windows é o sistema preferencial e será carregado caso você não clique em nada até o tempo limite para a escolha acabar.
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Perfeito para superportáteis
As várias distribuições Linux existentes são bastante recomendadas para netbooks e outros portáteis com hardware mais fraco, já que podem ser facilmente preparadas para aproveitar ao máximo o equipamento sem perder funcionalidades essenciais e desempenho.

Como esse tipo de computador ganha cada vez mais espaço, não é de estranhar que os diversos “sabores” de Linux façam parte da escolha de sistema operacional. Não só por oferecer condições para que o uso do aparelho seja normal, mas também para manter baixo o preço de compra, uma vez que não é necessário pagar uma licença pelo sistema instalado.
Ubuntu ou qualquer outro Linux...
Por ser uma das distribuições mais conhecidas – e mais divulgadas na mídia – do Linux, o Ubuntu é a “porta de entrada” de muita gente para o mundo “open-source”. A interface do sistema é amigável e cada vez mais bonita, o que minimiza o choque da primeira utilização.

Porém, existem várias outras opções que, apesar de não terem sido abordadas neste guia, são igualmente válidas como sistema operacional, como Fedora, Slax ou Jolicloud. O processo para instalar cada uma dessas distribuições é tão simples quanto o usado neste guia para o Ubuntu, sendo que o Universal USB Installer tem os links para o donwload desses sistemas.
Assim, se o Ubuntu Netbook não agradou tanto, por que não tentar uma outra versão do Linux? Tirando o tempo de download e teste, você não gasta nada para isso, e pode encontrar uma alternativa atraente e que atenda a todas as suas necessidades.
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